Apreensão no aeroporto e ação imediata do Banco Central marcam 48 horas críticas para o conglomerado financeiro
Foi no vai e vem apressado do Aeroporto de Guarulhos que a segunda-feira, 17, ganhou contornos de roteiro policial. Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, foi preso pela Polícia Federal quando se preparava para deixar o país em um avião particular — uma tentativa abortada que abriu uma nova e turbulenta fase na crise da instituição financeira.
Segundo a PF, após a detenção, Vorcaro foi conduzido diretamente à Superintendência da corporação em São Paulo, onde permanece à disposição dos investigadores. A prisão ocorreu em meio ao avanço de apurações que atingem o alto escalão do conglomerado.
BC endurece o tom
Na manhã desta terça-feira, o Banco Central anunciou a decretação de liquidação extrajudicial do Banco Master. A decisão inclui a indisponibilidade dos bens dos controladores e dos ex-administradores, medida que aprofunda o cerco às responsabilidades pela crise que se desenrola.
Com a intervenção, o futuro do conglomerado passa a depender de um processo conduzido integralmente pelo BC, que agora assume o controle para proteger credores, apurar irregularidades e tentar estancar os danos ao sistema financeiro.