É fácil liderar quando tudo vai bem. O verdadeiro teste da liderança vem nas crises, quando os planos falham, os recursos somem, e o medo aparece.
Nesse momento, o time olha para o líder e se pergunta: “estamos seguros com ele?”
O líder não precisa ter todas as respostas, mas precisa transmitir estabilidade emocional. Precisa manter a visão clara; precisa ser o primeiro a respirar fundo, e o último a abandonar o barco.
Crise não é hora de cobrar mais, é hora de cuidar mais; ouvir mais; comunicar com clareza; de estar presente.
A crise revela o que há de mais autêntico em cada líder. Ela escancara se o discurso era só fachada ou se havia consistência de valores.
Líderes que encaram a crise como oportunidade de fortalecimento saem dela com o time mais unido, mais maduro e mais confiante.
Crises vão passar. Mas a lembrança de como você liderou nelas vai ficar. Escolha bem o legado que quer deixar.
Felício Ferraz trabalhou como executivo de empresas multinacionais como Shell e Souza Cruz; é conselheiro, professor, empreendedor em série; e ex-CEO da BAT - British American Tobacco - no Caribe, America Central, Sri Lanka, e Caucasus.
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