Medida tem foco em preservação, mas pode pesar no bolso dos turistas; valores vão de R$ 5,25 a R$ 143,10
O paraíso azul-turquesa do Litoral Norte paulista vai ficar um pouco mais caro de visitar. A partir de dezembro em Ilhabela e no início de 2026 em São Sebastião, os motoristas que desejarem cruzar o Canal de São Sebastião ou circular pelas praias da região terão que pagar novamente a Taxa de Preservação Ambiental (TPA). O objetivo, segundo as prefeituras, é garantir recursos para a conservação ambiental — mas, para quem vai de carro, o preço das férias pode subir consideravelmente.
Em Ilhabela, a cobrança retorna após quatro anos de pausa e os valores vão de R$ 10 para motos a R$ 140 para ônibus, com pagamento permitido em até 30 dias após a entrada na ilha. O processo de licitação para contratar a empresa responsável pela cobrança já está em andamento, e as propostas serão aceitas até 17 de novembro. Já em São Sebastião, a lei sancionada pelo prefeito Reinaldinho (Republicanos) prevê valores entre R$ 5,25 e R$ 143,10, variando conforme o tipo de veículo, com início da cobrança previsto para o primeiro trimestre de 2026.
Custo das férias pode dobrar
Como Ilhabela só é acessível por balsa a partir de São Sebastião, visitantes poderão pagar as duas TPAs em sequência. Em um feriado prolongado, por exemplo, um carro que demore mais de duas horas no trânsito para embarcar na balsa terá de desembolsar R$ 20 pela taxa de São Sebastião, R$ 48 pela de Ilhabela e R$ 28,50 pela travessia, somando R$ 96,50. As duas cidades, conhecidas pelos congestionamentos nos dias de alta temporada, esperam que a medida ajude a equilibrar o fluxo de veículos e a reduzir impactos ambientais.
De acordo com a prefeitura de Ilhabela, a TPA vai destinar cerca de R$ 29 milhões por ano ao Fundo Municipal de Meio Ambiente (FMMA), para projetos de limpeza, manutenção e sustentabilidade. No entanto, entidades locais, como o Coletivo Caiçara de São Sebastião, criticam a falta de transparência sobre o uso dos recursos e alertam que a cobrança pode afastar turistas de baixa renda. Entre o discurso ecológico e as reclamações dos visitantes, a nova temporada no Litoral Norte promete ser tão quente quanto as discussões sobre as novas tarifas.