Ex-primeira-dama mira vaga na Casa Legislativa em 2026; mudança é estratégica para projeto político do clã Bolsonaro
Michelle Bolsonaro está oficialmente de volta às suas origens. Natural de Ceilândia, nos arredores de Brasília, a ex-primeira-dama transferiu seu domicílio eleitoral para o Distrito Federal, nos últimos dias, preparando o terreno para disputar uma das vagas ao Senado nas eleições de 2026. A medida, confirmada por sua assessoria, é vista como mais um passo no projeto de poder que envolve o fortalecimento da família Bolsonaro no Congresso Nacional.
Nascida em Ceilândia, cidade-satélite da capital federal, Michelle vem sendo apontada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como uma das apostas do partido para ampliar a influência da família no Congresso Nacional. O projeto inclui ainda o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), cotado para disputar uma vaga ao Senado, e Flávio Bolsonaro, que já ocupa uma cadeira pela bancada do Rio de Janeiro.
Bancada feminina do PL
O movimento de Michelle é mais uma peça no tabuleiro bolsonarista para retomar força institucional, especialmente no Senado, onde tramitam indicações a cargos do Judiciário e processos de impeachment de autoridades. Em julho, ela endossou publicamente a estratégia do marido de formar maioria na Casa. “Precisamos ocupar os espaços com representatividade”, disse Michelle, relembrando conversas com Bolsonaro ainda em 2017.
Com 14 senadores eleitos em 2022, o PL formou a maior bancada da Casa, além de conquistar 99 cadeiras na Câmara dos Deputados. A expectativa é que a presença de Michelle nas urnas do DF impulsione a campanha conservadora local e reforce o protagonismo da legenda na capital do país.